As perguntas mais frequentes

O debate em torno do livro escolar é um dos mais frequentes no setor da Educação. Por isso é fundamental que todos os interessados tenham acesso a informação factual e rigorosa, evitando-se, assim, contaminar o debate com ideias erradas, preconceitos ou mitos. É este o nosso compromisso e o que nos motiva a esclarecer, neste espaço, todas as dúvidas relacionadas com a atividade dos editores escolares.

Se tiver alguma dúvida ou sugestão, contacte-nos através do email cle@apel.pt.

Quem determina os conteúdos que constituem um manual escolar?
É o Ministério da Educação que define os programas e metas curriculares de cada disciplina e ano de escolaridade. É a partir desses documentos que as editoras e os autores desenvolvem os projetos editoriais escolares.

Quem escreve os manuais?
A elaboração de um manual é um trabalho de equipa. Com base nas diretrizes definidas pelo Ministério da Educação, autores, especialistas e outros profissionais, concebem um projeto de manual, estabelecem a metodologia a adotar e produzem o original. As editoras reúnem equipas de técnicos editoriais, revisores, consultores científicos e pedagógicos que avaliam o original apresentado, na perspetiva do rigor científico, da adequação da linguagem e da abordagem pedagógica ao nível de ensino correspondente, bem como da sua conformidade com os conteúdos programáticos.

Porque ocorrem erros?
A ocorrência de erros ou lapsos nos manuais escolares está reduzida a uma percentagem muitíssimo reduzida. A edição de livros escolares é um processo extremamente complexo. Todas as páginas de uma obram passam por muitas mãos, desde autores, editores, revisores e consultores científicos a designers, paginadores, ilustradores e desenhadores, entre outros.
Este processo permite uma revisão profunda e detalhada dos textos e dos elementos que os ilustram ou acompanham – mapas, tabelas, gráficos, equações e fórmulas. No entanto, ainda assim, verifica-se, por vezes a existências de alguns erros.
Normalmente os utilizadores dos livros comunicam três tipos de erros – erros ortográficos, questões relativas à exatidão dos dados e diferentes interpretações dos factos.

Como são corrigidos os erros detetados?
Os erros identificados ao longo do processo de controlo e verificação da qualidade do manual são corrigidos e os manuais seguem para impressão e posterior distribuição nas escolas.
Se, apesar de tudo, durante a utilização dos mesmos por parte dos professores e alunos, forem detetados erros que tenham escapado às anteriores revisões, a respetiva correção é introduzida na reimpressão seguinte.

Por que razão não são os erros corrigidos?
Todos os erros são corrigidos. O processo é contínuo e inicia-se imediatamente após a sua deteção, embora exija um determinado tempo de execução. No entanto, verifica-se com alguma frequência, que quem deteta o erro e alerta para a sua existência acaba por não confirmar se o mesmo foi corrigido, mantendo a perceção de que o erro persiste e que não houve correção.

Por que razão não são as correções feitas mais rapidamente?
As editoras introduzem as correções com a maior brevidade possível. No entanto, há fatores que condicionam a entrada no mercado das edições escolares, como, por exemplo, o calendário escolar ou o ciclo das adoções de manuais. Por isso, embora a introdução das correções esteja assegurada, ela só irá refletir-se numa reimpressão posterior.

Porque não recorrem as editoras à utilização de ferramentas de correção ortográfica e verificação linguística e a tecnologias que possibilitem a confirmação dos dados inseridos num manual escolar?
Apesar do investimento continuo nas mais modernas tecnologias, o trabalho de criação e edição necessário à elaboração de um manual escolar requer uma intervenção que nenhum sistema automatizado consegue substituir. Por exemplo a frase: “A Terra é plana” – qualquer programa de verificação ortográfica e gramatical consideraria esta frase correta, mas só uma pessoa pode concluir que o conceito está errado.

Como é possível que ocorram erros se os manuais escolares são elaborados por especialistas?
Embora as editoras confiem nos autores e nos especialistas com quem colaboram na edição de manuais escolares, porque o processo de edição é extremamente complexo e moroso, reconhecem que podem ocorrer erros. Os editores são os primeiros interessados em promover os melhores índices de qualidade das obras que destinam ao ensino, procurando eliminar uma indesejável ocorrência de erros. Por isso, reconhecem também que, neste processo, a colaboração dos leitores que utilizam os manuais é indispensável. Assim, se a deteção de qualquer deficiência for comunicada à editora, isso permitir-lhe-á aperfeiçoar os materiais educativos que produz.

Adaptado pela Comissão do Livro Escolar da APEL, a partir do texto original no site da Association of American Publishers – EUA