Livrarias e Editores em corrida contra o tempo para abastecer o mercado escolar

Os meses de ensino de emergência que se viveram no ano letivo findo tiveram um impacto significativo nas aprendizagens dos nossos alunos, pese embora o grande esforço – e a todos os títulos louvável – feito pela comunidade educativa, dos professores aos encarregados de educação.

Assim, na sequência da suspensão da devolução dos manuais escolares usados no ano letivo que agora finda e, subsequentemente, da decisão de disponibilizar desde já os manuais para o próximo ano letivo também aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário (ao 1.º Ciclo já estava assegurada essa oferta) do Ensino Público, a Comissão do Livro Escolar da APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros faz saber que:

  • Do ponto de vista pedagógico e do sucesso educativo dos alunos – que é o que deve prevalecer como princípio fundamental – é francamente positivo que os manuais escolares permaneçam na posse dos alunos, assegurando-se assim melhores condições para a recuperação e a consolidação das aprendizagens sob a orientação dos professores. Os manuais foram, mesmo no contexto do ensino à distância e da utilização de plataformas digitais, o recurso educativo que mais contribuiu para a diminuição de desigualdades no acesso aos conteúdos, demonstrando, mais uma vez, a sua importância no apoio ao estudo por parte dos alunos.
  • Por outro lado, é por demais evidente que esta decisão deixa às editoras um tempo curtíssimo para todo o trabalho relativo à impressão e distribuição dos manuais escolares para o próximo ano letivo, a começar pela compra urgente de matéria-prima para o efeito.
  • As editoras vão recorrer a gráficas especializadas na impressão do livro escolar – cujas especificidades técnicas são mais complexas e exigentes – e, ao mesmo tempo, estão já a reformular os planos de produção, a reforçar as equipas das áreas gráfica e logística e os turnos operacionais.
  • As editoras vão tentar fazer em pouco mais de um mês algo que, por regra, exige pelo menos quatro a cinco meses de trabalho. Ainda assim, será feito todo o esforço e todo o investimento no sentido de diminuir ao máximo os constrangimentos no abastecimento das livrarias.
  • Também às livrarias será exigido um esforço significativo no atendimento das encomendas, ainda para mais considerando as circunstâncias especiais impostas pela pandemia. Todavia, a experiência e o conhecimento dos livreiros dão garantias de confiança para o melhor atendimento às famílias.
  • Por fim, e não menos importante, recomenda-se vivamente que as famílias efetuem as encomendas o mais cedo possível. Isso contribuirá, em grande medida, para que editores e livreiros possam fazer os ajustes necessários no abastecimento do mercado que este ano, e como acima se expôs, se apresenta particularmente difícil.

Como sempre, a Comissão do Livro Escolar da APEL, em nome das editoras escolares portuguesas, atualizará a informação e prestará os esclarecimentos necessários em relação a esta matéria.

A Comissão do Livro Escolar da APEL