Manuais escolares são o que menos pesa no regresso às aulas

Segundo o “Estudo sobre as Intenções de Compra dos Portugueses no Regresso às Aulas 2016”, realizado pelo Observador Cetelem, os portugueses preveem desembolsar 455€, em média, na preparação para o novo ano letivo. A maior fatia deste valor reserva-se ao vestuário, calçado e artigos de desporto e só depois surge a compra dos manuais escolares.

O vestuário e o calçado arrecadam 78% das intenções de gastos e, de seguida, surgem os artigos de desporto (55%). Só depois são consideradas as despesas com educação (manuais e material escolar), abrangendo 46% das intenções de gastos dos portugueses, seguidas pelos artigos de informática, para a casa, telemóveis, computadores e automóveis ou scooters para os educandos.

Estes dados vêm comprovar que a compra dos manuais escolares é o que menos pesa nas despesas do regresso às aulas, contrariamente ao que tem sido comunicado frequentemente – de lembrar que a APEL divulgou, em julho, que o custo médio de um cabaz de manuais escolares é de 111,5€, perfazendo apenas 24,5% (cerca de um quarto) do valor que as famílias portuguesas tencionam gastar neste regresso às aulas.

O facto merece particular relevância uma vez que o manual escolar tem uma grande importância no percurso educativo do aluno, configurando-se como um pilar fundamental na aprendizagem e que ultrapassa as dezenas de utilizações, como acontece com o vestuário e o calçado, por exemplo. O investimento nos manuais escolares é, por isso, uma mais-valia para a educação que produz resultados que vão muito além daquele ano letivo.

O mesmo estudo do Observador Cetelem refere ainda que grande parte das famílias portuguesas faz as suas compras em papelarias, seguindo-se os hiper ou supermercados e, por último, a compra online dos manuais escolares. Além disso, os inquiridos acrescentaram que, geralmente, esta compra acontece duas semanas antes do início das aulas e é feita em conjunto com o restante material escolar.